quinta-feira, 19 de março de 2009
Ausência ( Carlos Drummond de Andrade)
Por muito tempo achei que a ausência é falta./E lastimava, ignorante, a falta./Hoje não a lastimo./Não há falta na ausência./A ausência é um estar em mim./E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/que rio e danço e invento exclamações alegres,/porque a ausência, essa ausência assimilada,/ninguém a rouba mais de mim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário